Sentimento geral é de otimismo, apesar da preocupação com o setor de confecções.

Município registrou aumento no número de casos nas últimas semanas.

O comércio de Itaperuna, no Noroeste Fluminense, completou nesta semana três meses de volta às atividades durante a pandemia e o sindicato do setor fez uma avaliação do cenário econômico. O sentimento geral é de otimismo. "Até o momento estamos de acordo com o protocolo estabelecido pela prefeitura", afirma Edmilson Ladeira, o presidente do Sindicomércio do município.

A maior preocupação para quem atua no comércio é a queda no setor de confecções, considerado referência para o município. "Já que não tem evento para ir, as pessoas não têm comprado", conta Edmilson.

Já são 17 estabelecimentos do ramo fechados desde o começo da pandemia. A marca coincide com a alta no número de casos no município.

No dia em que as atividades foram flexibilizadas, 29 de abril, Itaperuna registrava somente 12 casos confirmados.

Três meses depois, a marca chega aos 1729 registros.

Nos últimos 15 dias, houve um aumento de quase 500 confirmações.

Mas ainda assim, as medidas de flexibilização continuam. O Ministério Público e a Defensoria Pública do Rio de Janeiro entraram com uma ação civil pública logo após a publicação do primeiro decreto que reabriu o comércio.

A ideia era implementar o lockdown na cidade.

"O Ministério Público recomendou ao prefeito que apresentasse os dados técnicos que embasaram a medida de flexibilização.", afirma o promotor do MPRJ, Matheus Rezende, "isso não nos foi apresentado nem em abril, nem até hoje". O pedido foi negado pela justiça, mas os órgãos decidiram recorrer da ação no mês passado.

"(O aumento no número de casos) demonstra do ponto de vista científico que a medida de afrouxamento do isolamento social com a abertura do comércio impactou diretamente no aumento dos casos de Covid-19", avalia o promotor. Veja outras notícias da região no G1 Norte Fluminense. Initial plugin text